sexta-feira, maio 8

... decadência...


Lágrimas nos sorrisos
Sem escolhas sem caminho
Assim me perdi
Sob a escuridão
Gélidas almas acompanham-me
Sobrevivendo em infernos
Melancolia em silêncio
Lutando pelo inexistente
Face da realidade
Decaindo ao tempo
Envolta ao nada
Cercada pelo vazio
Lembranças amargas
Esqueci-me nas sombras
Uma alma vazia
Foi no que me tornei
Desabafando em minhas palavras
As tristezas e o passado
Incertezas
Buscas e perdas
Fé quebrada
Minhas forças se extinguiram
Meus olhos se fecharam
Eu desisti...

Anonymous...

... feel the darkness...

Sente a mórbida mágoa de teu peito
sobe aos degraus debotados do amor!
Lambe os vultos que nascem das trevas
afunda-te nos jactos aguçados da dor!

Quebra o silêncio, grita bem alto
chama agora teu desamor!
A morte devora-te aos poucos no tempo
deixa-te levar n’obscuro corredor!

Nega a chama que t’aviva
mergulha em cada sórdida mutação!
Dobra-te agora à passagem do horizonte
estremece a cada quente bafo de vulcão!

Sophie Gaarder

... a luz, a criação... a saudade II...

... e eu, subtilmente, vou corroendo as algemas da saudade, à medida que o tempo vai passando... lentamente... e eu, furiosamente, vou lutando contra o árido sentimento de revolta por não estar a teu lado...
A cada sopro, um lamento... a cada passo, um tormento como se duma tortura se tratasse... o vazio, o meu corpo degrada, meu alimento, minha sanidade és tu... és, apenas e só, TU, minha eterna diva, meu símbolo, meu sangue com o teu, junto, unido... a perfeição da união, da vida, da alma, do nascer, do viver, nossa cria, nossa maravilha... nossa razão... nossa motivação... o nosso fruto lindo que cresce e se desenvolve nos nossos braços... que tem sede do nosso amor, que pede o nosso calor... que existe, nosso, devoto, carente... O NOSSO FILHO... nós, que somos o seu sustento, seu alimento... seu puro sentimento... existimos para ele e ele para nós... amo-te e amo-te ainda mais... amo o nosso molagre, e amo-o cada vez mais... és linda, mulher, mãe.. nosso filho, nossa felicidade... é nosso... somos dele... hoje e para sempre...
"prosa dedicada à minha linda mulher e ao nosso magnífico filho... "

Alcova

terça-feira, maio 5

... Saudade...


Meu coração empunhei glorioso e sangrento,
na batalha cruel contra o tormento da distância infinita,
da saudade nefasta que me oferece tortura que voa vasta vã…
Cada gota de tempo
que, suavemente, corre nas minhas veias,
cada triste lamento
que, docemente, magoa o meu ser, tece-me teias
de dor por não te ter...
Esta distância que nos aparta,
este tempo que nos consome, só minha alma alivia, quando a teu lado sacio a minha fome, quando a tua presença me abraça…
Amo-te a cada doce e terno momento…
Quero-te com a força pura do meu sentimento…
Desejo-te louco e demente, Anseio por ti, meu amor ardente…
Brado o teu nome eterno…
Suspiro no teu coração…
Sem ti partilho demónio, o inferno, Sussurro na tua alma paixão…
AMO-TE ACIMA DE TODA A CRIAÇÃO…
In : dedicado à minha maravilhosa esposa que celebrou o seu primeiro dia da mãe...

Alcova

... música, o som das nossas almas... MOONSPELL









... a cada palavra atribuimos um determinado valor ou importância, mas quando essas mesmas palavras são bradadas com vasto sentimento e ardente paixão, como esta lusa banda o faz tão bem, tudo muda...
Esta grande banda, de nome Moonspell, além de partilhar ao mundo o nosso eterno nome lusitano, dedica, também, muitas das suas palavras à nossa bela pátria...
"Opium", "Alma mater", "Lua d'Inverno", são apenas alguns dos exemplos a citar, mas estes grandes senhores tem uma parafernália de obras, cada uma delas com um grandioso objectivo, o de regojizar, cada vez mais, o bom nome nacional...

segunda-feira, maio 4


"... A leitura torna o homem completo, as prelecções dão-lhe prontidão, e a escrita torna-o exacto..."

Francis Bacon (1597)

"Alguns, em nome da fama, com farrapos de erudição se besuntam, e crêem tornar-se imortais à medida que citam..."

Edward Young (1728)

sexta-feira, maio 1

O abismo...


Olho o Tejo, e de tal arte
Que me esquece olhar olhando,
E súbito isto me bate
De encontro ao devaneando —
O que é sério, e correr?
O que é está-lo eu a ver?
Sinto de repente pouco,
Vácuo, o momento, o lugar.
Tudo de repente é oco —
Mesmo o meu estar a pensar.
Tudo — eu e o mundo em redor —
Fica mais que exterior.

Perde tudo o ser, ficar,
E do pensar se me some.
Fico sem poder ligar
Ser, idéia, alma de nome
A mim, à terra e aos céus...

E súbito encontro Deus.

Fernando Pessoa